Maranhão não tem registro de doença da urina preta


Como representante do povo que vai além de fiscalizar, propor leis, estar nos bairros, tenho o dever de desmistificar informações falsas que circulam na internet, principalmente nesse momento de grave crise econômica. A verdade é: não temos casos da doença urina preta no Maranhão.

De acordo com o Ministério da Saúde, a doença de Half, conhecida como “urina preta”, devido a um dos sintomas da enfermidade, é um problema causado por uma toxina que pode ser encontrada em peixes e crustáceos — os cientistas não sabem se a substância é produzida devido à maneira como a carne é armazenada ou se ela vem de algas consumidas pelos animais.

A urina fica com a coloração escura, provoca dores musculares, insuficiência renal, entre duas e 24 horas após o consumo do alimento. Nos casos mais graves, é estabelecido um quadro chamado rabdomiólise, doença que destrói as fibras que compõem os músculos.

Após vários registros suspeitos, análises estão sendo realizadas em cinco estados brasileiros: Amazonas, Bahia, Ceará, Pará e São Paulo. Entretanto, circulam boatos de que há casos confirmados no Maranhão, onde sequer existe alguma notificação.

O resultado do alarme falso, claro, acabou comprometendo a venda do pescado em São Luís e em grande parte do estado. Consequentemente, piscicultores, pescadores, feirantes, ou seja, trabalhadores que lutam dia a dia pelo seu e o sustento da família, agora se encontram em uma situação delicada por conta de notícias inverídicas, que desinformam, plantadas por pessoas irresponsáveis e criminosas.

Aproveito para parabenizar o governo do Estado que, mesmo sem a ocorrência de nenhum episódio da doença em território maranhense, rapidamente realizou procedimentos técnicos, por meio da vigilância sanitária, com intuito de analisar a qualidade do nosso pescado.

O secretário de Agricultura, Pecuária e Pesca, Sérgio Delmiro, já se manifestou e confirmou a inexistência de casos da doença no estado e informou que o governo estadual segue monitorando casos suspeitos em estados vizinhos para antecipar as ações com maior eficiência em prol da segurança alimentar da população e da cadeia produtiva do pescado.

Vale destacar que o pescado proveniente de empreendimentos que promovam boas práticas de manejo e manipulação de pescado, tanto na produção quanto na sua comercialização, reduzem as chances de se tornarem veículos contaminantes que causem prejuízo à saúde humana.

Todos deveríamos estar irmanados em bem informar, em repassar apenas informação verdadeira, bem checada e produzida por profissionais competentes, com intuito de prestar serviço honesto para esclarecer a população, principalmente aqueles que têm menos acesso. Pesquise e informe-se corretamente para não correr risco de divulgar boatos. Com união e cidadania, vamos superar crises e fazer prevalecer o que é verdade.

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