Sebrae fortalece governança territorial e mobiliza lideranças no Sertão Maranhense

Seminário Territórios em Movimento reforça a união entre instituições, municípios e empreendedores em favor do desenvolvimento regional.

O desenvolvimento de um território começa quando pessoas, instituições e municípios decidem caminhar na mesma direção. Foi com esse propósito que lideranças de diferentes municípios do Sertão Maranhense participaram, nesta qu-feira (23), em São Domingos do Maranhão, do Seminário Territórios em Movimento, encontro promovido pelo Sebrae Maranhão em parceria com a Agência Inova Sertão.

A iniciativa marcou um novo momento da governança territorial da região, permitindo avaliar resultados, definir prioridades e fortalecer uma agenda conjunta capaz de impulsionar o crescimento econômico, social e sustentável do território. “O papel do Sebrae nesse processo é atuar como articulador e integrador de iniciativas, conectando pessoas, instituições e oportunidades. O foco é transformar essas conexões em resultados concretos, com geração de negócios, fortalecimento do empreendedorismo, inclusão produtiva e desenvolvimento sustentável. E esse trabalho só é possível por meio da atuação conjunta com os parceiros, sempre pensando em melhorar a vida das pessoas e impulsionar o desenvolvimento dos territórios de forma colaborativa e inclusiva”, destacou o Diretor Técnico do Sebrae Maranhão, Mauro Borralho.

Durante o seminário, os participantes também conheceram os resultados da missão técnica realizada ao estado do Ceará, considerado referência nacional em desenvolvimento territorial, inovação e organização de lideranças. Para os representantes municipais, o contato com modelos eficientes de gestão abre portas para valorizar arranjos produtivos locais que antes caminhavam isolados.

“Vou levar muitas ideias para fortalecer a economia criativa do meu município. Foi uma troca de experiências muito importante, que trouxe novas possibilidades para desenvolvermos esse setor junto aos artesãos, à gastronomia e aos demais empreendedores locais”, destaca Luciana Gomes, Líder do município de Passagem Franca.

Outro marco do encontro foi a realização da primeira reunião oficial da Agência Inova Sertão após sua formalização. O momento simbolizou o início de uma nova etapa de articulação entre instituições e organizações da sociedade civil em torno de projetos estruturantes para o território.

“O momento foi dedicado ao alinhamento de estratégias, à integração de esforços e à construção de ações conjuntas voltadas ao desenvolvimento do território. A partir dessa governança colaborativa, buscamos ampliar oportunidades, estimular o empreendedorismo, valorizar as potencialidades locais e impulsionar o desenvolvimento econômico e social do Maranhão, especialmente do Sertão Maranhense”, destacou Valmir Carlos, presidente da Agência Inova Sertão.

A parceria também chega ao campo. Representando o Ministério da Agricultura e Pecuária, o superintendente federal de Agricultura e Pecuária no Maranhão, Yata Anderson, ressaltou que a meta é levar inovação e novas tecnologias ao produtor rural, ajudando a aumentar a renda no interior.

“O Ministério da Agricultura e Pecuária, em parceria com o Sebrae, está aqui com o propósito de levar informação, conhecimento, tecnologia e inovação aos produtores rurais. O nosso objetivo é criar oportunidades, estimular o empreendedorismo rural e contribuir para que os produtores agreguem valor à produção, aumentem a renda e promovam o desenvolvimento sustentável de seus territórios”, afirmou.

Quem participou do encontro pela primeira vez, também saiu com novas perspectivas para fortalecer o empreendedorismo em seu município.

“Estou participando desse encontro pela primeira vez e vim com o objetivo de aprender, trocar experiências e levar esse conhecimento para o nosso município. Esse momento é muito importante porque nos permite conhecer iniciativas que deram certo e que podem ser adaptadas à nossa realidade. Com o apoio do Sebrae, queremos fortalecer o empreendedorismo, incentivar novos negócios e contribuir cada vez mais para o desenvolvimento da nossa região”, destacou Fernando Flores, presidente da Associação Comunitária de Dom Pedro.

Visita Técnica – Encerrando a programação, os participantes realizaram uma visita técnica ao Festival do Abacaxi, reconhecido como Patrimônio Cultural do Maranhão. Muito além de conhecer a programação do evento, a atividade permitiu observar como uma manifestação cultural pode se transformar em vetor de desenvolvimento econômico, geração de renda, fortalecimento da identidade local e valorização dos pequenos negócios.

Durante a visita, lideranças conheceram experiências ligadas ao artesanato, gastronomia, agricultura familiar, turismo e economia criativa, identificando iniciativas capazes de inspirar projetos semelhantes em outros municípios do Sertão Maranhense.

“O Festival do Abacaxi é um exemplo de como cultura, empreendedorismo e identidade local podem caminhar juntos. Ao conhecer de perto essas experiências, nossas lideranças conseguem visualizar oportunidades que podem ser adaptadas à realidade de seus municípios, fortalecendo cadeias produtivas, incentivando novos negócios e gerando desenvolvimento de forma sustentável”, finalizou Iva Melo, gerente regional do Sebrae no Sertão Maranhense.

Loja Brasil BioMarket reúne 40 negócios sustentáveis do Norte e Nordeste na Feira do Empreendedor 2026

Espaço apresenta produtos de alimentos, bebidas, artesanato, moda, acessórios, beleza e cosméticos durante o evento.

Cachaças artesanais, chás produzidos com ingredientes nativos, cosméticos à base de babaçu e peças artesanais feitas com fibras naturais. A diversidade do mercado sustentável ganha destaque na segunda edição da Brasil BioMarket, loja colaborativa que promete movimentar a Feira do Empreendedor 2026, em São Luís (MA), ao reunir 40 pequenos negócios do Norte e Nordeste – 34 deles maranhenses e outros seis dos estados do Pará e Pernambuco.

A loja, localizada no Espaço Varejo Inteligente, foi pensada para apresentar ao público produtos que carregam histórias, inovação e sustentabilidade, mostrando como recursos da biodiversidade podem conquistar novos mercados.

Uma vitrine para pequenos negócios

Criada pelo Sebrae, a Brasil BioMarket estreou durante a COP30, em Belém (PA), e chamou atenção pela grande circulação de visitantes e pelo volume de vendas. Na primeira edição, o Maranhão foi o estado com o maior número de negócios expositores.

“A Loja Brasil BioMarket é uma vitrine dos produtos da bioeconomia do Brasil. Ela teve sua primeira edição na COP30 e foi um sucesso de vendas, de visitação e de divulgação desses produtos. Naquela oportunidade, o Maranhão participou como um dos estados que mais enviou produtos, com 19 empresas maranhenses”, explica o coordenador do espaço Varejo Inteligente e analista técnico do Sebrae Maranhão, Luís Ferreira.

Nesta edição da Feira do Empreendedor, a loja reúne empresas dos segmentos de alimentos e bebidas, artesanato e decoração, moda e acessórios, além de beleza e cosméticos.

“O foco da loja é dar visibilidade, expor e comercializar produtos da bioeconomia. A proposta é fazer com que as pessoas conheçam essas empresas, entendam o que é bioeconomia e percebam que esses produtos nascem dos nossos biomas, como a Amazônia e o Cerrado. Queremos que essa vitrine gere divulgação e também bons resultados de vendas para os empreendedores”, afirma Luís Ferreira.

Histórias que começam na biodiversidade

Cada produto exposto na Loja Brasil BioMarket carrega uma história de empreendedorismo, pesquisa e valorização dos recursos naturais.

Foi durante a pandemia que a empresária Mayara Chávez, de Imperatriz, decidiu investir cerca de R$ 3 mil do auxílio-maternidade para produzir pipocas gourmet artesanalmente. Seis anos depois, a Chambéry se transformou e passou a desenvolver produtos elaborados com ingredientes da biodiversidade brasileira.

“Começamos produzindo pipocas gourmet de forma artesanal e, em poucos meses, conquistamos nosso primeiro carrinho e ponto de venda. Hoje, a Chambéry é uma FoodTech de impacto que desenvolve produtos a partir de ingredientes da biodiversidade brasileira, como babaçu e buriti”, conta.

A estreia da Chambéry na Feira do Empreendedor será marcada pela apresentação da Pipoca de Buriti com Babaçu, um dos produtos que traduz a proposta da empresa.

“Participar de um evento como esse é importante para apresentar nosso produto, fortalecer a marca, conquistar novos clientes e mostrar que é possível inovar utilizando os sabores e as riquezas da nossa região”, afirma.

De Coroatá, a Bioassu transforma o coco babaçu em cosméticos valorizando um dos frutos mais tradicionais da biodiversidade maranhense. Além do desenvolvimento de produtos, a empresa mantém uma atuação voltada para a valorização das quebradeiras de coco e a conservação dos babaçuais.

“Queremos agregar valor ao coco babaçu por meio de bioprodutos e oferecer às quebradeiras de coco uma alternativa de renda justa. Assim, contribuímos para manter os babaçuais em pé e transformar o babaçu em um ativo nobre da biodiversidade brasileira”, explica a CEO da empresa, Márcia Werle.

Na Feira, a marca apresentará três produtos da linha de cosméticos — Seiva da Floresta, Toque da Floresta e Essência da Floresta — além de compartilhar um novo projeto em desenvolvimento.

“Participar da Feira é uma oportunidade de mostrar a nobreza do coco babaçu e também a forma como trabalhamos. As comunidades não são apenas fornecedoras, elas são parceiras do nosso negócio”, destaca Werle.

Outra empresa que participa pela primeira vez do evento é a Ri2all, de São Luís, que aposta em chás e bebidas naturais produzidos com ingredientes da biodiversidade brasileira para mudar a forma como o consumidor enxerga essa bebida.

“Acreditamos que o chá merece ocupar um espaço muito maior. Fazer parte da rotina, da gastronomia, dos encontros e dos momentos de prazer. Por isso desenvolvemos produtos que unem ingredientes naturais, experiência sensorial, sustentabilidade e valorização da biodiversidade brasileira”, explica a fundadora Nádia Moura.

Lançada comercialmente em 2025, a marca conquistou o primeiro lugar na categoria de bebidas não alcoólicas durante a Naturaltech, considerada a maior feira de produtos naturais da América Latina. Para Nádia, participar da Feira do Empreendedor representa um reencontro com a origem da empresa.

“A Ri2all nasceu dentro dos programas de inovação do Sebrae. Participar da Feira do Empreendedor é como voltar às nossas origens e compartilhar essa trajetória. Vamos levar nossos blends, nossas bebidas gaseificadas e, principalmente, uma marca que valoriza a biodiversidade brasileira, a pesquisa, a inovação e um jeito mais consciente de consumir.”

Quem visitar a Feira do Empreendedor 2026 poderá conhecer de perto as histórias e os produtos da Loja Brasil BioMarket, além de conferir uma programação voltada à inovação, empreendedorismo e geração de negócios. O evento serárealizado pelo Sebrae de 14 a 16 de agosto, no Multicenter Negócios e Eventos, em São Luís, com correalização do Governo do Estado e do Sistema Fiema (SESI e SENAI). As inscrições são gratuitas e já podem ser feitas no site feiradoempreendedor.sebraema.com/.

 

Vaquejada de Barreirinhas reúne multidão e reforça liderança de Vinícius Vale no município

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A tradicional Vaquejada de Barreirinhas teve início com uma grande cavalgada, reunindo milhares de pessoas e consolidando o evento como uma das maiores manifestações culturais da região. A festa celebra a tradição, a fé e a identidade do povo barreirinhense, fortalecendo as raízes e movimentando a economia local.

O evento contou com a presença do pré-candidato ao Governo do Maranhão, Orleans Brandão, além de deputados estaduais, prefeitos, vereadores e diversas lideranças políticas de várias regiões do estado, demonstrando a importância da vaquejada no calendário cultural e político maranhense.

O prefeito Vinícius Vale mostrou força política e capacidade de mobilização ao reunir um grande público durante a programação. A expressiva participação popular reforçou o prestígio da gestão municipal e evidenciou o apoio recebido pela administração na realização de um dos maiores eventos da cidade.

Durante a abertura, Vinícius Vale destacou que a cavalgada marcou oficialmente o início da festa e ressaltou o compromisso de preservar uma tradição que faz parte da história de Barreirinhas.

Já Orleans Brandão parabenizou a organização do evento e destacou a importância da vaquejada para a cultura maranhense.

“A vaquejada é parte da história e da cultura do nosso povo. Parabéns pela valorização das nossas raízes e pela organização desse grande evento.”

Com forte participação popular e a presença de importantes lideranças políticas, a Vaquejada de Barreirinhas reafirma sua relevância como um dos maiores eventos culturais do Maranhão e fortalece o município como referência na valorização das tradições nordestinas.

Com ações permanentes, e o Futuridade, durante a Feira do Empreendedor 2026, Sebrae fortalece o empreendedorismo voltado à população 60+ no Maranhão.


Depois de trabalhar por anos em uma empresa de aviação, como supervisora, dona Nizia Loubet escolheu um novo caminho profissional e encontrou no artesanato sustentável uma forma de empreender, gerar renda e contribuir com o meio ambiente. Utilizando resíduos como câmaras de bicicleta e tampinhas de garrafas PET, ela transforma materiais que seriam descartados em peças criativas, agregando valor à sustentabilidade e mostrando que nunca é tarde para recomeçar.

Cliente do Sebrae, a avó de três netos, dona Nizia encarou a virada e hoje atua na Pikena Biojoias e Presentes, em uma loja colaborativa localizada em um shopping de São Luís. Já são quatro anos como artesã e ela aproveita cada oportunidade para divulgar e comercializar suas peças; participa da Expo MEI e de espaços como a Feirinha São Luís, investe em capacitação, amplia sua rede de contatos e fortalece o propósito sustentável do negócio, transformando clientes em parceiros na coleta de materiais recicláveis.

Histórias como a dela são cada vez mais comuns no Brasil. Com o aumento da expectativa de vida, mudanças no mercado de trabalho e o desejo de permanecer ativo, o empreendedorismo na maturidade cresce de forma consistente e revela uma nova realidade: pessoas acima dos 60 anos estão abrindo negócios não apenas por necessidade financeira, mas principalmente porque identificam oportunidades de mercado e desejam continuar realizando projetos pessoais e profissionais ou até por um propósito que vai além da obtenção de renda: contribuir para um mundo mais sustentável.

“Faço muita prospecção, divulgo os produtos, ouço o cliente para entender suas necessidades e procuro me preparar, porque o mercado é muito exigente e competitivo. Não abro mão de aprender, de fazer conexões com outros empreendedores, de atuar de forma colaborativa e valorizar as oportunidades que o mercado oferece e de mostrar para o cliente a importância da reciclagem e do cuidado com o meio ambiente”, conta a empreendedora.

Cenário promissor

A pesquisa Global Entrepreneurship Monitor (GEM) 2025, realizada em parceria com o Sebrae, aponta um crescimento de negócios liderados por empreendedores como dona Nizia, entre 65 e 74 anos. O levantamento revela que quase 63% deles empreendem motivados por oportunidades de negócios, enquanto pouco mais de 32% iniciam o empreendimento por necessidade.

Os números reforçam uma transformação demográfica do país. Hoje, o Brasil reúne cerca de 4,5 milhões de empreendedores com mais de 60 anos, número que cresceu quase 60% na última década. Além da experiência profissional acumulada, esse público traz como diferencial uma ampla rede de relacionamentos, conhecimento técnico e maior capacidade para identificar oportunidades de mercado.

No Maranhão, segundo dados da Receita Federal e IBGE levantados pela Unidade de Inteligência de Dados do Sebrae, hoje já são 40.774 sócios de empresas formais e ativas entre 60 e 68 anos. Destes, 88% atuam em pequenos negócios, sendo 61,8% homens e 38,2% mulheres.

Embora o crescimento seja visível, a vida desses empreendedores não é fácil. Eles enfrentam desafios como o preconceito relacionado à idade, a necessidade de adaptação às novas tecnologias e a constante atualização profissional. Por outro lado, a maturidade e a experiência se mostram um ativo competitivo e um diferencial para os que decidem empreender.

“Empreender não é fácil. Para mim, é uma oportunidade de crescimento e reinvenção contínua, que me faz muito feliz, pois me sinto útil, contribuindo com o meio ambiente devido ao trabalho que faço e ainda interagindo com várias pessoas e, assim, adquirindo mais conhecimento. Não enfrento dificuldades pela idade. Ao contrário, sou muito bem recebida no meio empreendedor, inclusive pelos mais jovens. As dificuldades, busco vencer com alegria e confiança”, reflete dona Nizia.

Lucro em dobro: como o cultivo consorciado está revolucionando a aquicultura maranhense

Com consultoria técnica especializada do Sebrae, criação consorciada de camarão e tilápia é inovação que transforma propriedade rural em Carutapera.

O que antes parecia um desafio para a produção aquícola tem se mostrado uma alternativa promissora para aumentar a produtividade e reduzir custos no campo. Em Carutapera, no litoral ocidental maranhense, a criação consorciada de camarão marinho e tilápia demonstra que é possível duas espécies podem compartilhar o mesmo viveiro e gerar resultados acima das expectativas. O sucesso da iniciativa é resultado do acompanhamento técnico especializado realizado pelo Sebrae, por meio do Sebraetec, desde a implantação da estrutura até o manejo diário da produção.

A experiência acontece no povoado Livramento, na propriedade do produtor rural Jader Dias. Em uma área de 100 hectares dedicada à fruticultura, bovinocultura, apicultura e piscicultura, nove viveiros são utilizados para reprodução e engorda dos animais. Um deles abriga o sistema consorciado, considerado uma das alternativas mais eficientes para otimizar o uso da água e ampliar a rentabilidade da atividade.

Na prática, a tilápia e o camarão desempenham funções complementares. Enquanto os peixes recebem toda a alimentação, os camarões aproveitam os resíduos orgânicos e as sobras de ração, contribuindo para a limpeza natural dos viveiros, melhorando a qualidade da água e reduzindo custos com manejo. O sistema também exige um rigoroso controle das condições da água, planejamento alimentar e acompanhamento permanente para garantir o desenvolvimento adequado das duas espécies.

Os números já chamam a atenção. Após cerca de 90 dias de cultivo, os camarões atingiram peso médio entre 25 e 30 gramas, mais que o dobro da média comercial, que costuma variar em torno de 12 gramas. As tilápias, por sua vez, apresentam peso médio entre 1,1 e 1,2 quilo, com expectativa de alcançar até 1,5 quilo na próxima despesca.

Quem comemora os resultados é o produtor Jader Dias. Antes da consultoria especializada, ele já havia tentado investir na atividade, mas não conseguiu obter o desempenho esperado. Desta vez, com planejamento e assistência técnica adequada, a realidade mudou.

“O sentimento é de alegria e felicidade por ver o resultado de um investimento que antes não tinha dado certo. Mas o negócio é insistir, persistir e buscar orientação. Hoje estamos vendo que dá certo”, afirma.

Além dos ganhos econômicos para a propriedade, a iniciativa já desperta interesse de outros produtores do município. Para o secretário municipal de Pesca e Aquicultura, José Luis Pantoja Alves, a experiência pode servir de referência para fortalecer a cadeia produtiva local.

“Quero agradecer essa parceria com o Sebrae. Essa propriedade se torna uma vitrine para que outros produtores se sintam confiantes em investir nesse tipo de cultivo e tenham sucesso. Esperamos que esse trabalho continue com a consultoria técnica especializada e o acompanhamento desses excelentes profissionais”, disse.

Suporte estratégico

O acompanhamento técnico foi realizado desde a estruturação dos viveiros, definição da salinidade ideal da água, planejamento do sistema produtivo, manejo alimentar e monitoramento das condições de cultivo até a fase de despesca.

Todo esse suporte foi oferecido pelo Sebraetec, programa do Sebrae que subsidia consultorias tecnológicas especializadas para pequenos negócios rurais e urbanos, permitindo que produtores tenham acesso a soluções técnicas capazes de aumentar produtividade, competitividade e inovação em seus empreendimentos.

Segundo o coordenador estadual do Sebraetec, Cícero Almeida, o desempenho do negócio demonstra o potencial da tecnologia para fortalecer a aquicultura maranhense.

“O grande resultado que temos aqui é essa excelente produtividade. Este é um resultado fantástico realizado via Sebraetec no cultivo de tilápia consorciada ao camarão marinho. Foi um trabalho minucioso, acompanhado de perto em todas as etapas. A expectativa é alcançar uma produção superior a 15 toneladas de camarão por ano”, disse

Retorno econômico

O sistema implantado ainda contribui para melhorar a rentabilidade da atividade. Como o camarão aproveita os resíduos da alimentação destinada à tilápia, o custo de produção é significativamente reduzido.

Na propriedade, o custo médio de produção da tilápia gira em torno de R$ 4 por quilo, enquanto o do camarão fica próximo de R$ 1,50 por quilo. Comercializado a partir de R$ 45 o quilo, o camarão agrega valor ao cultivo e amplia o retorno econômico da mesma área de produção.

A consultora credenciada pelo Sebrae, Jéssica Adriane Soares, explica que o manejo adequado foi determinante para o desempenho alcançado.

“Estamos retirando daqui camarões com média de 25 a 30 gramas e a tilápia com peso médio entre 1,1 e 1,2 quilo. Esses resultados demonstram que o manejo correto e o acompanhamento técnico fazem toda a diferença para o sucesso do sistema”.

Para o analista do Sebrae, Hudson Gomes, o caso de Carutapera é um exemplo de que a tecnologia pode ser replicada por outros produtores da região.

“É um sucesso tanto pela quantidade quanto pela qualidade dos camarões. Também chama atenção o tempo necessário para alcançar esse resultado, cerca de 90 dias. O produtor interessado pode procurar a Secretaria Municipal ou a Sala do Empreendedor do seu município e solicitar o atendimento do Sebrae para conhecer essa tecnologia”, orientou.

Mais do que produzir camarão e tilápia no mesmo viveiro, a experiência desenvolvida em Carutapera demonstra como o acesso ao conhecimento técnico pode transformar a realidade da produção rural. Ao unir inovação, manejo adequado e acompanhamento especializado, o sistema consorciado amplia a produtividade, reduz custos e abre novas perspectivas para o fortalecimento da aquicultura no Maranhão.

Serviço – Quer saber mais? Fale com a Unidade de Negócios do Sebrae em Santa Inês pelo WhatsApp, no número (98) 99145-5002, ou presencialmente, na Rua do Comércio, 900, Centro, ou ainda na Sala do Empreendedor mais próxima.

Para mais informações sobre a atuação do Sebrae, acesse o Portal Sebrae (sebrae.com.br) ou entre em contato pela Central de Atendimento, no telefone 0800 570 0800 (também disponível via WhatsApp).

Canais digitais do Sebrae no Maranhão: Instagram (@sebraemaranhao) e YouTube (Sebrae Maranhão –https://www.youtube.com/sebraemaranhao).

Circuito Raízes, Rios e Tradições revela a alma de Tutóia (MA)


Lançado durante o São João de Oportunidades, o
roteiro foi estruturado pela Secretaria de Turismo de Tutóia com apoio do Sebrae Maranhão para fortalecer o turismo de base comunitária.


Aos 98 anos, Dona Bárbara ainda é presença marcante em Itaperinha. Moradora mais velha da comunidade quilombola, ela guarda lembranças de um território onde a cultura nunca deixou de ser vivida e compartilhada.

Quando os visitantes chegam à Casa Curumim, ela aparece para receber o grupo. Caminha devagar pelo quintal, abre um sorriso largo e acolhe cada pessoa com a familiaridade de quem transforma visita em encontro.

Antes mesmo da música começar, vem o convite: “Vou buscar uma saia. Hoje vocês vão dançar com a gente”. Poucos minutos depois, o som das caixas toma conta do terreiro. Os cantadores puxam os primeiros versos da Dança do Caroço e a roda se forma naturalmente.

Não existe uma linha que separa quem mora na comunidade de quem veio conhecer o lugar. Aos poucos, todos acompanham o ritmo, repetem os passos e deixam a curiosidade dar lugar ao encantamento.

Antes da dança terminar, o aroma do bolo de puba preparado no forno a lenha já anuncia outra tradição da comunidade. A cena acontece em Itaperinha, comunidade quilombola de Tutóia que guarda parte importante da história do município e onde a cultura continua sendo vivida todos os dias. É ali que termina o Circuito Raízes, Rios e Tradições.

O roteiro foi estruturado para que agricultores familiares, empreendedores, artesãos, mestres da cultura popular e comunidades tradicionais passassem a integrar uma experiência turística organizada, ampliando as possibilidades de geração de renda sem abrir mão da identidade cultural.

Nesse processo, o Sebrae Maranhão participou da construção do circuito por meio do programa Cidade Empreendedora, com consultorias especializadas em turismo, e do programa Agente de Roteiros Turísticos, responsável pelo mapeamento do percurso e pela qualificação dos empreendedores envolvidos.

“O nosso objetivo é fortalecer os empreendedores locais e valorizar aquilo que o território já tem de mais importante: sua cultura, sua história e seus atrativos naturais. A partir das capacitações e do acompanhamento técnico, os moradores passam a enxergar novas oportunidades de geração de renda dentro da própria comunidade”, explica Ramon Ferreira, analista da Unidade Regional dos Lençóis-Delta.

O circuito também é resultado do trabalho conduzido pela Secretaria Municipal de Turismo, que articulou a criação do roteiro a partir dos atrativos naturais, históricos e culturais existentes no município.

“Esse roteiro nasceu de uma vivência que eu já tinha com a zona rural de Tutóia. Durante muitos anos, conheci esses lugares, seus rios, suas comunidades e a forma de viver das famílias. Percebemos que existia aqui um grande potencial turístico, principalmente pela busca dos visitantes por experiências autênticas, como conhecer a produção local, provar os alimentos da terra e vivenciar a cultura do município”, conta Paterson Araújo, secretário municipal de Turismo de Tutóia.

A acolhida em Itaperinha é o ponto alto da experiência. Mas ela começa muito antes, em um percurso que revela, pouco a pouco, as diferentes camadas da identidade tutoiense.

O percurso que revela a velha Tutóia

A primeira parada leva os visitantes a Tutóia Velha, antiga sede do município. No alto da comunidade, a Igreja de Nossa Senhora da Conceição atravessa quase três séculos como testemunha da formação da cidade. Construída durante as missões jesuíticas, ela preserva parte da memória do povoamento da região e marca o início de um percurso que convida o visitante a conhecer as diferentes identidades que formam Tutóia.

Da história preservada nas paredes da igreja, o caminho segue para outra forma de patrimônio: as pessoas. No Sítio Taboquinha, o senhor Chagas espera os visitantes acompanhado da esposa e seis filhos.

Enquanto caminha entre as plantações, ele apresenta cada cultivo com orgulho. Mostra os pés de maracujá, as melancias, a mandioca, o caju e outras culturas cultivadas na propriedade. Pelo caminho, também explica o funcionamento do meliponário e compartilha um pouco da rotina de trabalho que sustenta a família.

Quando todos se acomodam, a mesa já está posta. Frutas colhidas na propriedade, mel produzido ali mesmo e alimentos preparados pela família compõem um lanche simples, mas cheio de significado. Tudo o que chega à mesa nasce do trabalho desenvolvido no sítio.

Ao abrir a propriedade para o turismo, a família encontrou uma nova possibilidade de renda sem precisar mudar sua essência.

“A gente está se preparando para receber bem os visitantes, mostrando o que a gente produz aqui, oferecendo nossas frutas, o mel, compartilhando um pouco da nossa rotina e, ao mesmo tempo, conseguindo uma renda a mais para ajudar a família. É uma oportunidade muito boa para nós que apareceu com o apoio do Sebrae e da Secretaria de Turismo”, afirma Chagas.

O caminho também faz parte da experiência

Antes de seguir para Itaperinha, o grupo faz uma parada na Fazenda Líder. O almoço reúne sabores tradicionais da culinária nordestina, com pratos preparados a partir de ingredientes da região, enquanto o ambiente às margens do rio oferece um momento de descanso e contemplação da natureza. A pausa reforça uma das propostas do circuito: fazer com que o visitante vivencie o território sem pressa, valorizando também os empreendimentos locais que passam a integrar a rota.

Entre uma comunidade e outra, o roteiro revela um Cerrado de paisagens abertas, árvores de troncos retorcidos e rios de águas transparentes.

As paradas para banho convidam os visitantes a diminuir o ritmo da viagem. O silêncio é interrompido apenas pelo som da água corrente e das conversas que seguem sem pressa. É nesse cenário que o visitante compreende por que a região é conhecida como um dos berços das águas brasileiras.

Ao chegar na comunidade quilombola de Itaperinha, a Casa Curumim recebe os visitantes como um lugar de encontro e de memória. Fotografias, objetos antigos, utensílios e registros ajudam a contar a história da comunidade, preservando lembranças que atravessam gerações e mantêm vivas as raízes quilombolas do território.

Para Douglas Barbosa, um dos coordenadores da casa, cada visita representa uma oportunidade de compartilhar essa herança cultural.

“Aqui é um espaço de importância para a comunidade, um espaço que visa preservar as lembranças, as memórias e a cultura do lugar. O que a gente faz aqui tem um pouco da dança, um pouco da ancestralidade. Tudo isso, no mesmo lugar, oferece ao visitante um pouco do que ele veio buscar”.

É desse espaço que os visitantes seguem para a apresentação da Dança do Caroço. Com simpatia, os moradores convidam todos a participar da roda. Não demora para que crianças, jovens, idosos e turistas compartilhem o mesmo compasso. A apresentação deixa de ser espetáculo e se transforma em convivência.

Enquanto a música continua, o bolo de puba servido ainda quente, preparado no forno a lenha, circula entre os visitantes como mais um gesto de acolhimento.

Turismo que gera oportunidades

As histórias de seu Chagas, de Dona Bárbara e de tantas outras famílias são a essência do Circuito Raízes, Rios e Tradições.

Quem segue o roteiro leva na lembrança a imponência da Igreja de Nossa Senhora da Conceição, o banho nos rios, a mesa preparada pela família de seu Chagas e a acolhida da comunidade de Itaperinha. Mas há uma lembrança que costuma permanecer por mais tempo. É o jeito como as pessoas recebem quem chega.

Hoje, essas histórias também movimentam a economia local. E mostram que preservar a cultura pode ser, ao mesmo tempo, um caminho para gerar trabalho, renda e desenvolvimento.

“O Sebrae trabalha para que esses empreendedores estejam preparados para transformar suas experiências em oportunidades de negócio, sem perder a autenticidade que torna cada lugar especial. A gente oferece orientação, capacitações e consultorias para quem deseja empreender ou fortalecer seu negócio. Nosso convite é para que as pessoas procurem o Sebrae, porque sempre há um caminho para desenvolver uma ideia e transformar em resultados”, conclui Ramon Ferreira.

 

Jornada Inova São Luís impulsiona pequenos negócios e estimula cultura de inovação na capital

Iniciativa do Sebrae, em parceria com a Prefeitura de São Luís, promove trilha de capacitação voltada à inovação e ao desenvolvimento de empreendedores locais

Transformar ideias em negócios mais inovadores e competitivos. Esse é o ponto de partida da Jornada Inova São Luís, iniciativa do Sebrae que acelera o crescimento sustentável de micro e pequenas empresas por meio de trilhas de conhecimento focadas em gestão estratégica e inovação.

Realizado no último sábado (11), o primeiro encontro foi marcado por uma oficina prática sobre modelagem de negócios, ferramenta que auxilia empreendedores a estruturarem ou reorganizarem suas ideias, identificando oportunidades de inovação e criando propostas de valor mais consistentes para seus clientes.

A ação reuniu desde pessoas que desejam empreender até microempreendedores individuais (MEI) já formalizados, que atuam em segmentos como beleza, estética, trancistas, design de sobrancelhas e outros serviços. A proposta é demonstrar como a inovação pode ser aplicada em diferentes modelos de negócio, independentemente do porte ou da área de atuação.

Empreendedora do ramo de brechó, Maria José Emília participou do primeiro encontro em busca de novos conhecimentos para ampliar a presença de seu negócio no ambiente digital e conquistar mais clientes.

“Estou achando o curso excelente. É um aprendizado que vamos levar para a vida e que, com certeza, vai ajudar a melhorar o meu empreendimento. Estou começando a trabalhar com as redes sociais e sei que ainda tenho muito a aprender. Acredito que essa jornada vai me mostrar como inovar, alcançar mais clientes e fazer meu negócio crescer”, destacou.

Em fase de início da trajetória empreendedora, Ana Dolores encontrou na capacitação o incentivo que buscava para dar os primeiros passos com mais segurança. “A experiência está sendo excelente e superando minhas expectativas. Eu estava em busca de conhecimento para iniciar essa nova fase profissional e encontrei exatamente o que precisava. Tenho certeza de que vou aplicar tudo o que estou aprendendo e seguir em frente com mais foco e preparo para empreender”, ressaltou.

A Jornada Inova São Luís integra as ações do programa Cidade Empreendedora, desenvolvido entre o Sebrae e a Prefeitura de São Luís. A programação continuará nos próximos sábados, sempre com atividades práticas e conteúdos complementares. No dia 18 de julho, os participantes irão desenvolver competências relacionadas à prototipação de produtos e serviços. Em 25 de julho, o foco será em estratégias para conquistar clientes. Já no dia 1º de agosto, a trilha será encerrada com o módulo sobre expansão dos negócios.

Parcerias que fortalecem a inovação

Além da parceria com a Secretaria Municipal de Inovação, Sustentabilidade e Projetos Especiais (Semispe), a mobilização dos participantes contou com o apoio do Instituto Leide Emília Feliz e do Instituto de Gestão, Empreendedorismo e Projetos (IGEP), instituições que atuam diretamente com empreendedores autônomos e pequenos negócios.

A presidente do Instituto Leide Emília Feliz, Leide Daiane, destacou que a iniciativa representa uma oportunidade de transformação para mulheres empreendedoras da comunidade. Segundo ela, a capacitação amplia o acesso ao conhecimento e fortalece o caminho para que mais participantes possam estruturar seus próprios negócios.

“É uma grande satisfação participar dessa jornada ao lado das mulheres da nossa comunidade. Tenho certeza de que esse será um aprendizado importante para cada uma delas e que muitas, em breve, estarão fortalecendo ou iniciando seus próprios empreendimentos. Essa parceria com o Sebrae representa uma oportunidade de capacitação e qualificação que faz a diferença na vida dessas mulheres”, afirmou.

Para a analista técnica do Sebrae Maranhão, Vanessa Liberato, a proposta é tornar a inovação acessível aos pequenos negócios, independentemente do segmento de atuação. “A Jornada Inova São Luís foi construída para aproximar a inovação da realidade dos pequenos negócios. Nosso objetivo é mostrar que inovar não está restrito às empresas de tecnologia. Qualquer empreendedor pode aplicar soluções inovadoras no seu dia a dia, seja melhorando processos, criando novos produtos ou oferecendo uma experiência diferenciada aos clientes”, afirmou.

Conhecimento para transformar negócios

Ao final dos quatro encontros, os participantes terão construído um plano mais estruturado para desenvolver ou fortalecer seus empreendimentos, utilizando ferramentas de inovação aplicáveis ao dia a dia dos pequenos negócios.

Para o gerente da Unidade de Inovação do Sebrae Maranhão, César Guimarães, iniciativas como essa demonstram que a inovação é um caminho acessível e estratégico para impulsionar o empreendedorismo local.

“Com a Jornada Inova São Luís, o Sebrae fortalece o compromisso de levar metodologias e ferramentas acessíveis aos empreendedores, estimulando uma cultura de inovação que gera oportunidades, amplia mercados e contribui para o desenvolvimento econômico da capital”, finalizou.

Mobiliza São Luís leva experiências interativas e economia criativa para a Feira do Empreendedor 2026

Espaço instagramável, debates sobre cultura geek e periferias, apresentações artísticas e demonstrações ao vivo fazem da economia criativa uma das protagonistas da programação.

A Feira do Empreendedor 2026 vai transformar a criatividade em negócios, ocupando palcos e corredores com uma programação interativa. Enquanto empreendedores produzem ao vivo em diferentes espaços, artistas comandarão intervenções culturais nos intervalos das palestras e a comunidade Mobiliza São Luís reunirá grandes nomes da economia criativa para mostrar, na prática, como cultura, inovação e mercado caminham juntos.

“A proposta é levar para a Feira empreendedores que já fazem parte da comunidade Mobiliza São Luís para compartilhar suas experiências e mostrar que inovação também nasce da cultura, dos territórios e da criatividade. Queremos inspirar outras pessoas a enxergarem novas possibilidades de empreender.”, afirma a coordenadora de Transformação Digital do Sebrae no Maranhão, Danielle Abreu.

No Espaço de Inovação e Educação, o Mobiliza São Luís ganha um ambiente próprio para conectar visitantes e empreendedores. Além de um espaço instagramável, a comunidade promove quatro atividades conduzidas por participantes que já passaram pelas ações do programa e hoje desenvolvem negócios criativos no Maranhão.

A programação ainda reúne três palestras e um painel que discutem diferentes perspectivas da economia criativa. Entre os destaques estão o debate sobre o potencial das comunidades e periferias como motores de desenvolvimento e uma conversa sobre a força da cultura geek na economia e na sociedade.

A economia criativa ganha vida na Feira

Além da programação do Mobiliza São Luís, a economia criativa estará espalhada por toda a Feira do Empreendedor.

Uma das novidades é a Parada Criativa, que transforma os intervalos entre palestras em pequenos espetáculos. Cantorias indígenas, poesia, dança, música e outras manifestações culturais ocuparão a Arena de Economia Criativa, Turismo e ESG e também as principais plenárias do evento, levando arte para dentro da programação de forma espontânea.

Em outros pontos da feira, os lounges Saber Fazer aproximam ainda mais os visitantes dos empreendedores criativos. Em vez de apenas expor produtos, eles mostram como cada criação ganha vida.

Trancistas, artesãos, ilustradores, produtores de papelaria artesanal, artistas da pintura facial e criadores de bonecos de papel estarão trabalhando ao vivo, permitindo que o público acompanhe cada etapa do processo, interaja e conheça as histórias por trás de cada técnica.

“Nosso desafio era fazer a economia criativa se movimentar durante toda a feira. Queremos mostrar que ela faz parte da vida de todo mundo: da roupa que vestimos à música que ouvimos, dos eventos que frequentamos e do artesanato que consumimos. Tudo isso é economia criativa gerando trabalho, renda e desenvolvimento”, conclui Danielle Abreu.

Quem quiser conhecer de perto essas e outras experiências da Feira do Empreendedor 2026 já pode garantir a participação. As inscrições são gratuitas e podem ser feitas no site feiradoempreendedor.sebraema.com

Procure o Sebrae – Para mais informações sobre a Feira do Empreendedor e outras iniciativas desenvolvidas pelo Sebrae, procure a Unidade de Negócios do Sebrae em São Luís, localizada no Multicenter Negócios e Eventos, ou a Central de Atendimento, no 0800 570 0800 (telefone e WhatsApp). Acompanhe ainda os canais digitais do Sebrae no Maranhão: Instagram (@sebraemaranhao) e YouTube (https://www.youtube.com/sebraemaranhao).

Mulheres ampliam espaço no agronegócio e impulsionam sucessão familiar no campo


Debates sobre profissionalização e o crescimento da liderança feminina nos negócios rurais ganham força com apoio do Sebrae na 56ª Expoimp.

O avanço da liderança feminina nos negócios rurais transformou-se em um dos principais pilares de inovação e continuidade no campo. Longe de ser apenas uma tendência, a presença das mulheres na gestão de propriedades rurais ganha força com histórias de superação e planejamento sucessório.

A necessidade de assumir as rédeas dos negócios familiares, muitas vezes de forma inesperada, é o traço que conecta e fortalece essas empreendedoras, que buscam na capacitação técnica o caminho para consolidar seus legados. Foi o que aconteceu com Inara Machado, que precisou conduzir a propriedade da família após a perda do marido.

“É no dia a dia que a gente aprende a liderança do negócio. Trabalhamos junto com nossos filhos, envolvendo-os na rotina e nas decisões. Hoje eles já têm suas próprias empresas. É assim que construímos a sucessão”, conta Inara.

Essa realidade é compartilhada por Rossi Cavalcanti, da Fazenda Bom Sossego, em Porto Franco. No agronegócio desde os 16 anos, ela assumiu integralmente a gestão da propriedade de forma inesperada em 2017, após a morte do pai, e hoje já prepara os filhos para dar continuidade ao trabalho da família. Ela destaca que a profissionalização foi fundamental nesse processo. “Trabalhamos com o Sebrae buscando melhorias para a gestão. Também temos investido em inovação, com mapeamento das áreas e aprimoramento da qualidade genética do nosso rebanho”, ressalta.

Outro exemplo de impacto socioeconômico é o de Célia Barros, diretora do Laticínio Bete, em Açailândia. A empresa capta leite em cerca de 20 municípios da região, gerando emprego e renda para centenas de famílias. Segundo ela, o processo de sucessão também já faz parte da estratégia da empresa. “Minhas filhas já participam do negócio. Estamos preparando elas para dar continuidade ao trabalho desenvolvido pela nossa família”, conta.

Encontro Regional de Mulheres do Agro de Imperatriz

Essas trajetórias de sucesso e superação estiveram reunidas no 1º Encontro Regional de Mulheres do Agro de Imperatriz, durante a 56ª Expoimp. O evento reuniu produtoras, empresárias e lideranças da região Tocantina para um momento de conexão, troca de experiências e fortalecimento de redes.

A iniciativa foi promovida pela Comissão Estadual das Mulheres do Agro, Comissão Municipal das Mulheres do Agro de Imperatriz e Sindicato Rural de Imperatriz, com patrocínio do Senar Maranhão e parceria do Sebrae.

“O Sebrae e a Faema criaram esse momento de conexão e troca de conhecimento e interação entre as mulheres. Dessa forma a gente fortalece as mulheres para ocupar mais posições de liderança no agro”, reforça Rossi Cavalcante, atualmente presidente da Agro Unidas Nacional.

O encontro contou com a participação da jornalista e palestrante Sirlei Benetti, que apresentou sua trajetória de superação e ressaltou a importância de reconhecer a própria história como ferramenta de fortalecimento da liderança feminina. “Sabemos como é difícil mudar a nossa trajetória e aceitar a nossa missão, mas estou aqui para mostrar que isso é possível”, disse Sirlei.

Para Célia Barros, a oportunidade foi fundamental para estimular o networking entre as mulheres. “Esse é um grande evento de encontro de mulheres do agro. Um momento único, de grande importância para nós mulheres fortalecerem a conexão umas com as outras”, afirma.

Crescimento da liderança feminina

A força vista no encontro reflete um movimento estatístico robusto que redesenha o mapa econômico nacional e local. De acordo com o Boletim Mercado de Trabalho do Agronegócio, elaborado pelo Cepea em parceria com a CNA, as mulheres já representam cerca de 37% da força de trabalho do agronegócio brasileiro, somando mais de 10 milhões de trabalhadoras.

No Maranhão, o salto é expressivo: dados do Sebrae mostram que o número de micro e pequenas empresas lideradas por mulheres passou de 118.360, em 2024, para 145.367, em 2026, crescimento impulsionado principalmente pelo avanço das microempreendedoras individuais (MEIs).

Diante disso, o Sebrae tem ampliado ações voltadas ao fortalecimento da liderança feminina por meio do Sebrae Delas, programa que oferece capacitação, orientação para gestão, acesso a redes de relacionamento e desenvolvimento de competências empreendedoras para mulheres que desejam criar ou expandir seus negócios, inclusive no meio rural.

Para a analista do Sebrae na Regional Tocantina, Aline Maracaípe, esses momentos vão além da troca de experiências. “Esses momentos permitem que as mulheres compartilhem experiências, conheçam novas oportunidades e fortaleçam redes de relacionamento. Ao mostrar suas trajetórias e os resultados alcançados com apoio de parceiros, elas inspiram outras produtoras e contribuem para ampliar a participação feminina no agronegócio, fortalecendo o desenvolvimento do Maranhão”, destaca.

Capacitação transforma aprendizado em renda para 2 mil pessoas no Maranhão


Projetos Força Mulher e 03 Fases do Sebrae chegam a 106 municípios, fortalecendo o empreendedorismo e ampliando oportunidades de geração de renda.

Ter uma lanchonete própria, aumentar as encomendas, complementar a renda da família e conquistar independência financeira. Sonhos como esses estão cada vez mais próximos da realidade para cerca de 2 mil participantes dos projetos Força Mulher e 03 Fases, iniciativas do Sebrae que vêm promovendo capacitação, geração de renda e fortalecimento do empreendedorismo em 106 municípios do Maranhão.

Além da qualificação profissional, os resultados já começam a aparecer. Muitos participantes passaram a produzir, comercializar seus produtos e conquistar espaço no mercado local, transformando o aprendizado em oportunidade de geração de renda.

As ações do Força Mulher são voltadas principalmente para mulheres em situação de vulnerabilidade social e têm como objetivo estimular a autonomia financeira por meio do empreendedorismo. Para isso, o projeto oferece capacitações em áreas com potencial de geração de renda, como produção de doces e salgados, confeitaria, artesanato, beleza e outras atividades ligadas à economia local dos municípios atendidos. O projeto 03 Fases amplia esse alcance ao contemplar um público mais diverso, incluindo homens e mulheres, oferecendo capacitações e acompanhamento voltados ao fortalecimento dos pequenos negócios, ao desenvolvimento de competências empreendedoras e à ampliação das oportunidades de mercado.

Novas oportunidades

Os reflexos dessa transformação já podem ser percebidos em diferentes regiões do Maranhão. Muitas participantes passaram a comercializar os produtos desenvolvidos durante as capacitações, conquistando clientes, ampliando a renda familiar e vislumbrando novas possibilidades para o futuro.

Em Central do Maranhão, o aprendizado adquirido durante o curso deu à participante Lilailce Monteiro Ferreira mais autonomia para produzir e confiança para sonhar com o próprio negócio.

“Eu já sabia fazer salgados, mas não sabia fazer a massa. Toda vez que queria produzir, precisava comprar a massa pronta. Depois que fiz o curso, aprendi a fazer a massa, aprendi a enrolar e isso me ajudou bastante. Daqui para frente vai me ajudar ainda mais. Meu sonho é ter minha própria lanchonete, com os meus salgados feitos pelas minhas próprias mãos”, conta.

Em Santa Helena, a capacitação representou a oportunidade de transformar conhecimento em investimento para o próprio negócio. A empreendedora Naudilene Alves Brito afirma que os resultados já podem ser percebidos no aumento das vendas e na aquisição de novos equipamentos.

“Hoje trabalho com doces e salgados e também em casa de família. Meu maior sonho é me capacitar cada vez mais para complementar minha renda. Os cursos e o Força Mulher me trazem aprendizagem e conhecimento. Já estou vendendo bastante e consegui comprar minhas próprias coisas, como um forno elétrico, fruto do que aprendi e produzi com o curso”, relata.

Em Maracaçumé, a iniciativa alcançou quem já atuava no mercado, mas buscava um diferencial para crescer. Aurenita Maia encontrou no aperfeiçoamento uma oportunidade para valorizar seu trabalho e conquistar novas encomendas.

“Participei do grupo de doces e salgados e foi um curso muito proveitoso para mim. Eu já trabalhava na área de confeitaria, mas consegui melhorar e me aperfeiçoar ainda mais. Graças a Deus, depois do curso oferecido pelo Sebrae, meu trabalho está melhorando cada vez mais. Estão surgindo novas encomendas e novos trabalhos. Só tenho a agradecer por essa oportunidade”, destaca.

Empreendedorismo como ferramenta de transformação

As histórias de Lilailce, Naudilene e Aurenita fazem parte de um ecossistema planejado para fortalecer a autonomia feminina. O Força Mulher integra as ações do Sebrae para abrir caminhos no mercado de trabalho, combinando a qualificação técnica ao resgate da autoestima de quem decide empreender.

Para garantir que esse impulso inicial se transforme em negócios sustentáveis a longo prazo, as participantes contam ainda com o suporte do projeto 03 Fases. A iniciativa complementa o ciclo de aprendizado, oferecendo acompanhamento direto para ajudar as microempreendedoras e também o público masculino a estruturarem a gestão das suas atividades e ampliarem sua presença no mercado local.

Para a gerente da Unidade de Ambiente de Negócios do Sebrae Maranhão, Larissa Leite, os resultados demonstram o potencial do empreendedorismo como ferramenta de transformação social e econômica.

“Os projetos Força Mulher e 03 Fases foram concebidos para promover autonomia, geração de renda e inclusão produtiva. Um dos resultados mais importantes que já estamos observando é que muitas participantes conseguiram acessar o mercado local, iniciar a comercialização de seus produtos e transformar o aprendizado em oportunidade de negócio”, ressalta.

“São mulheres que estão fortalecendo sua capacidade empreendedora, gerando renda para suas famílias e descobrindo novas possibilidades de crescimento. Ao levar essas ações a 106 municípios maranhenses e alcançar cerca de 2 mil participantes, estamos contribuindo para fortalecer o empreendedorismo feminino e impulsionar o desenvolvimento das comunidades onde elas vivem”, completa a gestora do eixo de inclusão socioprodutiva, Hanna Coelho.